Batalha da Água Negra

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Batalha da Água Negra
Batalha da Água Negra.jpg
Conflito Guerra dos Cinco Reis
Data 299 d.C.
Local Porto Real / foz do Água Negra
Resultado Vitória decisiva da Casa Baratheon de Porto Real
Beligerantes
O Rei no Mar Estreito
A maioria dos Senhores da Tempestade
Vassalos de Pedra do Dragão
Algumas Casas da Campina
Marinheiros mercenários de Lys
O Rei no Trono de Ferro
Patrulha da Cidade
Exército ocidental
Alguns dos Senhores da Tempestade
Maioria das Casas da Campina
Comandantes
Rei Stannis Baratheon
Sor {Imry Florent}
Sor {Guyard Morrigen}
Sor Rolland Storm
Salladhor Saan
Sor Davos Seaworth
Lorde Tyrion Lannister
Lorde {Jacelyn Bywater}
Sor Sandor Clegane
Lorde Tywin Lannister
Sor Garlan Tyrell
Lorde Randyll Tarly
Forças
21 000 combatentes
200 navios com grupos de desembarque
Guarnição de Porto Real:

~ 7 000 - 8 000 combatentes

+ 45 navios da Frota Real Exército Lannister-Tyrell:

Baixas
Pesadas
Maioria da frota naval perdida,
47 lordes menores mortos,
619 cavaleiros mortos,
Milhares de soldados de infantaria mortos,
Grande maioria do exército foi dispersada ou trocou de lado. [1]
Pesadas
Maioria da frota real perdida,
1 600 Mantos Dourados mortos ou desertores,
Grandes baixas entre a infantaria dentro da Cidade

Perdas moderadas entre o exército Lannister-Tyrell

A Batalha da Água Negra, o maior conflito da Guerra dos Cinco Reis, foi travada entre as forças de Stannis Baratheon e as de Joffrey Baratheon. Stannis quase venceu - estava prestes a massacrar a Patrulha da Cidade de Porto Real - mas foi pego de surpresa e aniquilado pelos recém aliados Lannister-Tyrell.

Antecedentes

Info Aviso: Esta seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

Pedra do Dragão

Stannis foi um dos primeiros membros do pequeno conselho do Rei Robert Baratheon a desconfiar da paternidade dos filhos do rei, e logo depois descobriu que eles, na verdade, eram frutos do incesto entre a Rainha Cersei Lannister e seu irmão, Sor Jaime Lannister. Tentou usar alguns dos numerosos filhos bastardos de Robert para provar sua descoberta e conseguiu o apoio de Jon Arryn, a Mão do Rei. Quando Arryn morreu em circunstâncias misteriosas, Stannis fugiu para sua sede, Pedra do Dragão. Prevendo o confronto que se seguiria, Stannis reuniu seus vassalos, bloqueou o porto e contratou mercenários e piratas das Cidades Livres para aumentar suas forças. Porém, Pedra do Dragão detinha a fidelidade de apenas um punhado de pequenos Lordes, cujos domínios insulares e rochosos não tinham população suficiente para fornecer a quantidade de guerreiros que Stannis necessitava, o que o tornou impotente para enfrentar os Lannister diretamente.

Após a morte de Robert, Stannis declarou sua pretensão através de cartas enviadas para todos os Sete Reinos nas quais ele afirmava a bastardia de Joffrey - e dos demais filhos de Cersei - e, como irmão mais velho e herdeiro legítimo de Robert, reivindicava o Trono de Ferro. Stannis, porém, nunca havia inspirado amor nem entre os nobres nem entre os plebeus, e suas afirmações foram encaradas apenas como fofoca.

Lidando com Renly

Ver também: Cerco de Ponta Tempestade (299)

Antes mesmo dos corvos de Stannis voarem, o Baratheon mais novo, Renly, casou-se com a filha de Mace Tyrell, Margaery - o que lhe rendeu o apoio de Jardim de Cima - e se proclamou rei. Stannis considerou isso uma traição descarada, somada à sua insatisfação de uma desfeita antiga de Robert, que havia dado Ponta Tempestade para Renly. Como filho mais velho, Stannis considerava que a sede ancestral da Casa Baratheon devia pertencer a ele, de modo que, ao invés de zarpar para Porto Real, se dirigiu à Ponta Tempestade.

Renly havia reunido um exército formidável e subia a Estrada das Rosas quando, em Ponteamarga, foi informado que Stannis montara cerco à Ponta Tempestade. Ele dividiu suas forças e cavalgou com a maior parte dos Lordes da Tempestade para enfrentar o irmão, que possuía um exército bem menor. A parlamentação entre os dois falhou e teria havido batalha se Renly não tivesse sido assassinado no meio de seu exército por uma sombra evocada por Melisandre de Asshai, que servia a Stannis.

Com seu suserano morto, a maior parte dos Lordes da Tempestade passou para o lado de Stannis, junto com alguns Lordes da Campina liderados pela Casa Florent, parentes da esposa de Stannis. Porém, cerca de um quinto da cavalaria fugiu de volta para Ponteamarga liderados por Sor Loras Tyrell. Após se reunir com a irmã, viúva de Renly, Loras capturou os emissários que Stannis mandara á Ponteamarga para exigir a fidelidade de mais guerreiros.

Prelúdio

Sem saber que seus emissários haviam sido capturados, Stannis decidiu marchar para Porto Real. Seu exército agora tinha vinte mil homens, mais do que suficiente para esmagar a Patrulha da Cidade que defendia a capital. Entretanto, a cidade era cercada pela Baía da Água Negra, o que exigia a realização de uma operação anfíbia, de modo que Stannis colocou seus homens nos navios e partiu.

Sob as ordens de Tyrion Lannister, a Mão do Rei, Porto Real melhorara suas defesas: a Patrulha fora quase duplicada, edifícios fora das muralhas foram destruídos e uma poderosa corrente havia sido construída para fechar a Baía. Tyrion também encomendara da Guilda dos Alquimistas milhares de frascos de fogovivo, além de mandar cento e cinquenta membros dos clãs da montanhas que trouxera à cidade para assediar os batedores de Stannis na Mata de Rei.

Águas turbulentas e tempestades atrasaram a viagem de Stannis e levaram alguns de seus navios, enquanto que seus batedores eram mortos, e chegaram a provocar grandes incêndios em suas tentativas de encontrar os selvagens. Quando a frota chegou ao seu destino, Stannis dividiu suas forças e tomou o comando das tropas em terra enquanto sua frota era liderada por Sor Imry Florent à bordo do navio de Stannis, o Fúria.

Batalha

Batalha no Rio

As correntes prendendo a frota de Stannis na baía da Água Negra, por Davis Engel ©.

Sor Imry sabia que Joffrey quase não tinha navios, e estava ciente de sua esmagadora superioridade numérica, de modo que não enviou batedores e navegou com todas as suas forças rio acima, deixando apenas a frota de Salladhor Saan na retaguarda. A frota foi dividida em dez linhas, cada uma com vinte navios, metade para esmagar a frota real e a outra metade para desembarcar homens em terra.

A falta de cautela de Sor Imry foi desastrosa diante da armadilha dos Lannister. Os navios de Joffrey não estavam tripulados e sim carregados com fogovivo, uma substância especial que arde mesmo por sobre a água. Uma tempestade de fogo verde envolveu os navios, tanto os de Stannis quanto os de Joffrey, e a corrente foi erguida de modo a impedir que os navios fugissem. O incêndio destruiu uma boa parte da frota de Stannis, matando muitos de seus homens. Os destroços, porém, forneceram uma ponte improvisada, forte o suficiente para que um exército pudesse atravessar.

Ataque em Porto Real

Sandor Clegane tenta conter os soldados de lorde Stannis enquanto desembarcam, na série de TV.

A cidade era defendida por apenas cinco mil e setecentos homens do manto dourado - trezentos haviam partido com Petyr Baelish para Ponteamarga -, reforçados por oitocentos mercenários e 300 cavaleiros, escudeiros e homens de armas das Terras da Coroa. Sendo a Mão do Rei, Tyrion assumiu a defesa da cidade.

Para evitar que a defesa fosse esmagada, Tyrion enviou diversos grupos de assalto para atacar as forças de Stannis à medida em que desembarcavam. Liderados por Sandor Clegane e por Sor Balon Swann, ambos da Guarda Real, tiveram sucesso no início e conseguiram conter as incursões, mas, conforme a batalha se arrastava, passaram a sofrer graves baixas. Aríetes foram trazidos para os portões e, por fim, os incêndios minaram a coragem de Clegane, que desertou. Sem a liderança do Cão de Caça, a moral dos defensores se esvaiu. Numa tentativa desesperada de expulsar os atacantes dos portões, Tyrion liderou a última investida pessoalmente. Envergonhados por sua covardia diante da ousadia do anão, os soldados seguiram-no para repelir os homens de Stannis uma vez mais. Eles expulsaram os homens que atacavam o Portão da Lama e Tyrion avançou para a zona ribeirinha. A batalha se deu em cima da ponte improvisada de destroços, e Tyrion acabou ferido gravemente por Sor Mandon Moore, cavaleiro da Guarda Real, que jurara ser seu escudo.

Tyrion incentiva os homens a lutar, por Zippo514 ©.

Com a queda da Mão, os homens recuaram de volta para a cidade, o que permitiu que os atacantes, liderados por Sor Guyard Morrigen, desembarcassem homens suficiente para atacar com força total. Percebendo que a batalha estava perdida, Cersei temeu pela segurança do filho e ordenou que trouxessem o Rei para o interior da Fortaleza Vermelha. Diante da partida do Rei, a moral dos defensores quebrou de vez. Os mercenários fugiram e os homens do manto dourado largaram as lanças, matando quem tentasse impedí-los, entre os quais seu comandante, Lorde Jacelyn Bywater. Nesse ponto, a batalha parecia perdida.

A Chegada de Tywin Lannister

Embora o exército de Stannis estivesse disperso, a vitória parecia certa. Porém, tão rapidamente quanto a maré havia virado a seu favor, o Baratheon foi surpreendido pela súbita aparição de atacantes em seus flancos.

Era desconhecido, tanto para Stannis quanto para Tyrion, que os Lannister e os Tyrell haviam firmado aliança em Ponteamarga, e que o antigo exército de Renly se reunira ao de Tywin Lannister à sombra da Mata de Rei. Os selvagens de Tyrion tinham criado um ponto cego para Stannis ao matar seus batedores e espiões, o que permitiu que Tywin marchasse secretamente e o atacasse pelos flancos. Tywin liderou a direita, Mace Tyrell a esquerda e Randyll Tarly o centro, mas a batalha se deu com maior intensidade na vanguarda, esta liderada por Sor Garlan Tyrell. Astuciosamente, Garlan vestira a armadura inconfundível de Renly, o que despertou o pânico entre os soldados de Stannis - que antes haviam jurado fidelidade a Renly - e espalharam-se histórias de que o fantasma de Renly retornara dos mortos para derrotar o irmão. A "sombra de Renly" matou Sor Guyard e, em menor número e pego de surpresa, o exército de Stannis se quebrou, enquanto muitos de seus vassalos passaram para o lado do inimigo durante a batalha, provando como sua lealdade a Stannis era inconstante se comparada à que tinham por Renly. Sor Rolland Storm, porém, assumiu o comando e organizou a retirada. Os navios de Saan aportaram e cerca de dois mil homens, a maioria pertencente aos Florent, além do próprio Stannis, embarcaram e fugiram.

Resultado

Repercussões

A despeito da sobrevivência de Stannis, a derrota na batalha foi decisiva. Stannis recuou para Pedra do Dragão com apenas dois mil homens e uma pequena frota. Seus vassalos capturados dobraram o joelho ou foram executados. Com a recém forjada aliança com os Tyrell, além do compromisso matrimonial entre Myrcella Baratheon e o Príncipe Trystane Martell, todo o sul e o oeste passaram a apoiar o Rei Joffrey, dando-lhe uma superioridade numérica esmagadora contra qualquer novo exército que Stannis pudesse reunir. Em Porto Real, porém, a vitória foi atribuída apenas a Tywin Lannister, negando qualquer reconhecimento que Tyrion pudesse ter.

A batalha também teve repercussões em outros lugares de Westeros. A derrota de Stannis, considerado um hábil comandante de batalha, iniciou um mito de invencibilidade Lannister e o derrotismo nos inimigos. O próprio Lorde Roose Bolton, ao perceber que seu suserano perderia o apoio dos Frey e insistiria em enfrentar os Lannister-Tyrell, decidiu passar para o lado vencedor, o que ajudou a iniciar as conspirações que culminariam no Casamento Vermelho.

Honras e recompensas

O Rei Joffrey e seu pequeno conselho concederam as seguintes honras e recompensas aos participantes e sobreviventes da btalha:

Reféns nobres


Baixas

Forças Lannister-Tyrell


Forças de Stannis


Navios

Rei Joffrey


Rei Stannis


Referências



Nota: Esta página utiliza conteúdo da A Wiki Of Ice And Fire. O conteúdo original está aqui em Battle of the Blackwater. A lista de autores pode ser vista no histórico da página.